Título: Para todos os garotos que já amei
Autora: Janny Han
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580577266
Ano: 2015
Páginas: 320
Compre: Aqui
Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar
Resenha:
Para todos os garotos que já amei foi uma leitura tão agradável e gostosa que li o livro em horas. Jenny Han, que também é uma das autoras de Olho por Olho, conquistou mais uma fã.
Lara Jean sempre escreveu cartas de amor aos garotos que amou – ao todo são cinco –, cartas sinceras, com sentimentos e confissões que ela jamais contaria a alguém, até que um dia, repentinamente, essas cartas são enviadas aos destinatários e sua vida amorosa se transforma em um pesadelo que ela jamais imaginou.
Lara Jean – adorei esse nome - é uma garota que adora roupas fofas e que a deixam de um jeito peculiar. Morando com suas duas irmãs, Magot e Kitty, e seu pai, ela está prestes a começar o segundo ano do Ensino Médio. Ela tenta suprir a falta que sente por sua mãe; agora, para piorar, sua irmã está prestes a viajar para a Escócia para estudar na Faculdade, e Lara Jean não sabe como será sua vida depois da saída da sua irmã.
“Acho que vou desmaiar. Acho que vou desmaiar de verdade. Que eu desmaie agora, porque, se eu desmaiar, não vou mais estar aqui, neste momento”.
Kitty, Lara Jean, Margot são as irmãs Song em homenagem a mãe delas, porém são completamente diferentes uma da outra, enquanto Lara Jean é pacífica, amável e um pouco desligada, Margot é totalmente diferente, é centrada, exigente e introvertida. Kitty, por sua vez, está no meio-termo, com apenas nove anos, ela é divertida, atrevida e persistente. Confesso que adorei a Kitty; ela e a Lara Jean foram as personagens que mais me conquistaram.
Kitty é uma criança que eu adoraria ter como irmã, ela fica emburrada às vezes com as atrapalhadas da Lara, mas depois, com muito custo, esquece o que aconteceu. O pai das meninas é ginecologista e obstetra, o que o deixa sem muito tempo em casa.
Lara descobre da pior maneira que suas cartas foram enviadas, quando um dos destinatários a procura, o arrogante e convencido Peter Kavinsky. Ele quer tirar satisfações e esclarecer dúvidas sobre a carta, a situação se desenrola de forma tranquila, mas, ao decorrer do livro, essa carta promete ser significativa para ambos.
Peter mostrará ser bem melhor do que ele aparenta ser, o que acabou me cativando e me fazendo amar o personagem; ele é divertido, carinhoso e audacioso e, quando ele se junta com a Kitty, a dupla se torna imbatível.
O pior mesmo é quando a carta de Josh chega para ele, pois ele é o namorado de sua irmã. Ex-namorado, na verdade, já que, como ela viajou, eles terminaram; entretanto, Lara Jean acredita que eles ainda retornarão e suas esperanças de algo com ele caem por terra. Ainda assim, a carta que foi entregue a Josh promete mexer com a amizade deles e despertar sentimentos conflituosos entre os dois, o que a assusta e a faz cometer loucuras envolvendo Peter.
Eu gostei bastante da história, eu fui com expectativas altas e o livro não me decepcionou, ao contrário, me fez ficar apaixonada pela história. A inocência, o olhar sonhador e a bondade da Lara Jean conquistarão o leitor.
A relação das irmãs Song é emocionante, principalmente entre Margot e Lara Jean, depois que eu li Cartas de Amor aos Mortos, Para Todos os Garotos que Já Amei foi a sequência perfeita, pois as duas leituras são emocionantes.
Eu amei cada detalhe da história, cada carta de amor que a Laranjinha – apelido que deram para a Lara – escreveu, pois senti a profundidade e a paixão que ela sentiu por cada garoto, e acho que muitas pessoas irão se identificar.
A capa é linda demais, achei delicada e combinou perfeitamente com o livro. A diagramação, por sua vez, é leve e aconchegante. Resumindo, adorei o livro por inteiro, então só tenho a agradecer a Intrínseca por trazer essa maravilhosa história e agradecer também a tradutora Regiane Winarski, que eu tive um imenso prazer de conhecer pessoalmente e saber um pouco sobre seu trabalho.
Espero ansiosamente pela continuação, porque depois daquele final dilacerante, comovente e impressionante, certamente o próximo livro será ótimo.